sábado, 25 de julho de 2009

Agentes Químicos


Os agentes químicos de interesse para a higiene ocupacional são os gases, os vapores e os aerodispersóides na forma de poeiras, fumos névoas, neblinas e de fibras, pois eles se mantêm em suspensão no ar contaminado os ambientes de trabalho e provocando desconforto, diminuindo a eficiência e a produtividade e sobretudo provocando, alterações na saúde dos trabalhadores, podendo chegar até as doenças profissionais com incapacitação e morte.

O riso não é só de doenças, mas também de morte no caso das atmosferas deficientes de oxigênio ou explosões e inflamações de misturas de gases, vapores e aerodispersóides no ar; por isso trataremos dos agentes químicos sob os aspectos de higiene e de segurança ocupacional.

As doenças profissionais são conhecidas desde o século XVII e Bernardino Ramazzini, em seu livro De morbis artificum diatriba, descreve um grande número de doenças profissionais.

O que diferencia os agentes químicos dos agentes físicos é a forma de avaliação, que, para os agentes químicos, é diferente para cada tipo de família e até de produto, sendo essa a parte difícil na tarefa de saneamento dos ambientes de trabalho pela higiene ocupacional. O reconhecimento dos agentes químicos é uma etapa muito importante, pois nem sempre é possível avaliar todos os produtos presentes nos ambientes de trabalho e quando isso ocorre, deve-se utilizar medidas de controle que dêem a garantia de que os trabalhadores não sejam expostos.

Um grande número de produtos químicos é comprovadamente cancerígeno e não deveriam existir limites de tolerância, isto é, os trabalhadores não poderiam ficar expostos a eles em hipótese alguma, pois o processo cancerígeno pode originar-se em uma única célula e daí se espalhar para todo o organismo. Os limites só existem para tornar possível a continuidade operacional, pois quando se fala de limites de tolerância tem-se a idéia de que, até esse valor, não existe risco à saúde.

No caso do benzeno, corrigiu-se essa situação, adotando para ele o chamado valor de referência tecnológico (VRT), não limite de tolerância (LT). O VRT é um valor de concentração média ponderada exequivel sob o ponto de vista técnica, e, no caso do benzeno, foi definido em um processo de negociação tripartite, sendo referência para um processe de melhoria contínua.