sábado, 25 de julho de 2009

Tétano Acidental


O tétano acidental é uma doença universal que pode acometer homens, mulheres e crianças independentes da idade, quando suscetíveis. É mais comum em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A letalidade da doença é alta: de cada 100 pessoas que adoecem 35 a 40% morrem.


Etiologia

O Tétano Acidental é uma doença infecciosa não contagiosa grave causada pelo Clostridium tetani, bacilo gram-positivo, estritamente anaeróbio, produtor de exotoxinas, sendo a Tetanopasmina responsável pelo quadro clínico neurotóxico característico da doença. O Clostridium tetani é rapidamente destruído pela ação de desinfetantes e do calor. Na forma esporulada é resistente ao ressecamento e desinfetantes, resistindo à fervura por 15 a 90 minutos ou por 10 a 15 minutos em autoclave a 120oC. É destruído pelo fenol a 5% em 15 horas.

Sinonímia

Outros tipos de tétano.


Histórico natural da doença

O Tétano Acidental pode acometer pessoas não imunizadas de ambos os sexos e de todas as idades (de 2 aos 28 dias de vida denomina-se Tétano Neonatal). A doença resulta da contaminação de feridas abertas ou puntiformes, solução de continuidade da pele e mucosas com os esporos do bacilo. As condições de anaerobiose (necrose, corpo estranho e infecção secundária) possibilitam o crescimento do bacilo produtor de toxinas que causam a sintomatologia.


Características gerais de sua distribuição no Brasil e no mundo

O tétano acidental é uma doença universal que pode acometer homens, mulheres e crianças independentes da idade, quando suscetíveis. É mais comum em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A letalidade da doença é alta: de cada 100 pessoas que adoecem 35 a 40% morrem. O tétano é uma doença rara nos países da Europa e América do Norte, sobretudo em decorrência do desenvolvimento social/educacional e da vacinação. No Brasil, tem-se observado uma redução contínua do tétano acidental. No ano de 1982 foram confirmados 2.226 casos, um coeficiente de incidência de 1,8 casos por 100.000 habitantes. Em 1992 ocorreram 1.312 casos, incidência de 0,88, redução de 58%. Em 2002 ocorreram 617 casos, incidência de 0,36, redução de 52,97% em relação à década anterior. Em 2006 ocorreram 415 casos, incidência de 0,22. Portanto, desde a década de 80 até o ano de 2006 houve uma redução de mais de 80% em todo o país.

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