domingo, 22 de agosto de 2010

ONU proclama Década do Combate à Desertificação

De acordo com dados da UNCCD – Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, mais de 100 países do mundo enfrentam, atualmente, um acelerado processo de desertificação em suas terras. No total, aproximadamente, 33% da superfície do planeta já está comprometida, atingindo a vida de cerca de 2,6 bilhões de pessoas.

Com a intenção de conter esse fenômeno e mitigar os impactos do aquecimento global nas regiões áridas e semiáridas do planeta, a ONU elegeu os próximos 10 anos como a “Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação”. O anúncio oficial foi feito na abertura da “Icid 2010 – II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas”, em Fortaleza, nesta segunda-feira, dia 16 de agosto.
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A cerimônia foi presidida pelo secretário-executivo da UNCCD, Luc Gnacadja, e contou com a presença de ministros do Meio Ambiente de diversos países, entre eles, a ministra do Brasil, Izabella Teixeira. A ONU ainda pretende fazer outros anúncios regionais em Nova York, na República da Coréia e, também, na Europa, entre os meses de setembro e novembro.

A intenção da medida é conscientizar os líderes mundiais sobre as dimensões alarmantes da desertificação e, assim, incentivar a criação de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco. 

De acordo com a UNCCD, o problema de degradação do solo merece atenção na América Latina, onde, anualmente, perde-se cerca de 2,7 bilhões de toneladas da camada arável do solo, o que equivale a um prejuízo de US$ 27 bilhões por ano. No Brasil, a intensa desertificação – sobretudo nos Estados do nordeste e em Minas Gerais e no Espírito Santo – causa prejuízos anuais de US$ 5 bilhões e afeta, negativamente, a vida de mais de 15 milhões de pessoas. Nesse ritmo, segundo a ONU, se as previsões do aumento da temperatura em 2ºC se concretizarem, o Brasil sofrerá sérios riscos de perder até um terço de sua economia até o ano de 2100. 

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