sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A organização do trabalho (operadores de checkout)

A disposição física e o número de checkouts em atividade (abertos) e de operadores devem ser compatíveis com o fluxo de clientes, de modo a adequar o ritmo de trabalho às características psicofisiológicas de cada operador, por meio da adoção de pelo menos um dos seguintes itens, cuja escolha fica a critério da empresa:
a) pessoas para apoio ou substituição, quando necessário;
b) filas únicas por grupos de checkouts;
c) caixas especiais (idosos, gestantes, deficientes, clientes com pequenas quantidades de mercadorias);
d) pausas durante a jornada de trabalho;
e) rodízio entre os operadores de checkouts com características diferentes;
f) outras medidas que ajudem a manter o movimento adequado de atendimento sem a sobrecarga do operador de checkout.

São garantidas saídas do posto de trabalho, mediante comunicação, a qualquer momento da jornada, para que os operadores atendam às suas necessidades fisiológicas, ressalvado o intervalo para refeição previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.

É vedado promover, para efeitos de remuneração ou premiação de qualquer espécie, sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras por operador.

É atribuição do operador de checkout a verificação das mercadorias apresentadas, sendo-lhe vedada qualquer tarefa de segurança patrimonial.

Os aspectos psicossociais do trabalho



Todo trabalhador envolvido com o trabalho em checkout deve portar um dispositivo de identificação visível, com 
nome e/ou sobrenome, escolhido(s) pelo próprio trabalhador.



É vedado obrigar o trabalhador ao uso, permanente ou temporário, de vestimentas ou propagandas ou maquilagem 
temática, que causem constrangimento ou firam sua dignidade pessoal.


Informação e formação dos trabalhadores

Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operador de checkout devem receber treinamento, cujo 
objetivo é aumentar o conhecimento da relação entre o seu trabalho e a promoção à saúde.



O treinamento deve conter noções sobre prevenção e os fatores de risco para a saúde, decorrentes da modalidade de 
trabalho de operador de checkout, levando em consideração os aspectos relacionados a:


a) posto de trabalho;
b) manipulação de mercadorias;
c) organização do trabalho;
d) aspectos psicossociais do trabalho;
e) agravos à saúde mais encontrados entre operadores de checkout.

Cada trabalhador deve receber treinamento com duração mínima de duas horas, até o trigésimo dia da data da sua 
admissão, com reciclagem anual e com duração mínima de duas horas, ministrados durante sua jornada de trabalho.



Os trabalhadores devem ser informados com antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de 
trabalho.



A forma do treinamento (contínuo ou intermitente, presencial ou à distância, por palestras, cursos ou audiovisual)  
fica a critério de cada empresa.