sábado, 5 de fevereiro de 2011

Proteja-se da leptospirose durante as enchentes

Orientações sobre como lidar com a doença numa situação de desastre 
Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença. 

Leia abaixo alguns cuidados:

• Evite o contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto. Impeça que crianças nadem ou brinquem nesses locais que podem estar contaminados com a urina de roedores. 
• Após as águas baixarem, retire a lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária. Use duas xícaras de chá (400ml) do produto em um balde de 20 litros de água, e deixe agir por 15 minutos. Só depois disso, faça a limpeza. 
• Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés). 
• Para evitar a presença de roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer; evitar o acúmulo de entulhos e objetos sem uso no quintal e dentro da cozinha; manter os terrenos baldios e margens dos rios limpos e capinados; guardar o lixo em sacos plásticos bem fechados e em locais altos até a coleta ocorrer. 

SINTOMAS
 – É importante conhecer os sintomas da leptospirose para identificar os primeiros sinais e procurar atendimento médico adequado. 

Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarréia e tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da pele e dos olhos. 

Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor, ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à situação de risco. Se houver contato com a água ou a lama da enchente, ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo máximo para o surgimento de sinais da doença. 

Ao identificar os sintomas da leptospirose deve-se procurar atendimento médico imediato. Não se automedique, apenas o médico pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado. 

Ministério da Saúde alerta para acidentes com animais peçonhentos nas enchentes

Saiba como agir e se prevenir em caso de acidentes com serpentes, aranhas, lagartas e escorpiões
As enchentes nesta época do ano são comuns e responsáveis por inúmeros problemas ligados a saúde pública. Com os alagamentos, os animais peçonhentos são obrigados a sair dos seus esconderijos naturais, procurando abrigo dentro das casas. Com isso, aumentam o número de acidentes com esses animais. Para se prevenir, o Ministério da Saúde divulga orientações para impedir o contato ou acidentes com animais peçonhentos.

Durante as atividades em locais afetados pelo desastre natural, recomenda-se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, botas, calçados fechados e de estrutura rígida. Além disso, é preciso cuidado na limpeza da casa, como o deslocamento de móveis e outros objetos, pois pode haver serpentes, escorpiões e aranhas nas frestas, superfícies ou cantos. 

Caso encontre um animal peçonhento em qualquer situação, afaste-se com cuidado. Evite assustar ou tocar os animais, mesmo que pareçam mortos, e procure a Vigilância Ambiental para providências. Os animais peçonhentos são aqueles que possuem veneno e são capazes de injetá-lo por meio de dentes ou ferrões. Dependendo da espécie do animal, os acidentes podem até levar a morte, caso a pessoa não seja socorrida e tratada adequadamente com soro específico. Conheça as principais recomendações em caso de acidente: 

• Procurar atendimento médico imediatamente; 

• Lavar o local da picada com água e sabão, e manter a vítima em repouso até a chegada ao socorro, se possível;

• Não amarrar a parte do corpo acidentada, e não sugar ou aplicar qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada;

• Informar ao profissional de saúde o máximo possível de características sobre o animal, como: tipo de animal, cor, tamanho, entre outras; 

Cuidar da água que se consome evita doenças

Consumir água limpa é uma das medidas mais importantes para manter-se saudável durante as enchentes 
Uma das medidas mais importantes que podem ser tomadas pelas pessoas atingidas por enchentes, em suas casas ou nos abrigos, é cuidar da qualidade da água a ser consumida, especialmente aquela destinada para ingestão, preparo de alimentos e higiene. Existem métodos caseiros de purificação da água que podem ser realizados com recursos simples, que deixam a água livre de bactérias, vírus e parasitas que podem causar doenças.

A melhor forma de limpar a água e torná-la apropriada para o consumo humano é filtrá-la e, depois, fervê-la. Para filtrar a água, pode ser usado um filtro doméstico, um coador de papel ou um pano limpo. Depois, é preciso ferver a água. Infelizmente, nem sempre é possível fazer a fervura, pois as condições de vida da população podem tornar-se precárias durante a ocorrência de fortes chuvas e enchentes.

Neste caso, depois de filtrada, a água precisa ser tratada com hipoclorito de sódio (2,5%). Coloque duas gotas do produto em um recipiente com um litro de água e deixe descansar por 15 minutos. Depois disso, a água está pronta para o consumo. (Para mais detalhes sobre o procedimento e a proporção água x hipoclorito de sódio)

Segundo Guilherme Franco Netto, diretor do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, a fervura da água é extremamente importante. “Existindo um fogão disponível, é sempre indicado ferver a água. Claro que é preciso ter cuidado. Não se pode ferver e deixar em um recipiente aberto. O indicado é esperar apenas que a água esfrie para ser consumida em seguida. Melhor ainda é usar todos os métodos de purificação, se for possível: filtrar, ferver, tratar com hipoclorito, e depois consumir”.

Também é fundamental higienizar e manter limpos os recipientes – garrafas, potes, vidros – usados para armazenar a água já purificada. Primeiro, lave-os com água filtrada e sabão.  Em seguida, deve-se iniciar o processo de desinfecção dos recipientes. Para isso, dilua duas colheres de sopa de hipoclorito de sódio em um litro de água. Com essa água, é possível higienizar os utensílios.

Vale destacar que esta água não pode ser bebida, apenas usada para limpeza. Encha os recipientes com essa água, feche-os, agite bem, e deixe descansar por 15 minutos. Esvazie-os, e enxágüe com água para consumo (ver Tabela 1). (Para mais informações sobre a limpeza de recipientes e utensílios domésticos em geral, ver Tabela 2) 

Fazer a limpeza da caixa d’água também é essencial para que se possa garantir que toda a água consumida estará potável. Para fazer essa higienização, é só seguir os seguintes passos:

1. Feche o registro da água e esvazie a caixa d’água, abrindo as torneiras e dando descargas. Quando a caixa estiver quase vazia, feche a saída e utilize a água que restou para a limpeza da caixa e para que a sujeira não desça pelo cano.

2. Esfregue as paredes e o fundo da caixa utilizando panos e escova macia ou esponja. Nunca use sabão, detergente ou outros produtos de limpeza. Retire a água suja que restou da limpeza, usando balde e panos, deixando a caixa totalmente limpa.

3. Deixe entrar água na caixa até encher, e acrescente 1 litro de hipoclorito de sódio (2,5%) para cada 1.000 litros de água. Na falta de hipoclorito de sódio, poderá ser utilizada água sanitária que contenha apenas hipoclorito de sódio e água. Deixe descansar por duas horas, para o hipoclorito desinfete o reservatório.

4. Esvazie a caixa d’água novamente para que a água com hipoclorito limpe e desinfete as tubulações. Esta água não deve ser utilizada para consumo humano, apenas para limpeza de pisos e calçadas. 
5. Tampe a caixa d’água para que não entrem pequenos animais, ratos ou insetos. Anote a data da limpeza do lado de fora da caixa.

6. Abra a entrada de água. 

Alimentos contaminados pelas águas das enchentes causam doenças

 Selecionar quais alimentos podem ser consumidos e higienizá-los são cuidados essenciais para evitar doenças em situações de enchente 
O cuidado com a alimentação é uma das principais medidas para proteger a saúde durante e depois da ocorrência de enchentes. Consumir alimentos que entraram em contato com a água ou a lama da enchente pode causar doenças e até mesmo levar à morte. É preciso, portanto, selecionar que alimentos podem ser ingeridos e higienizá-los com cuidado, descartando os que possam colocar em risco a saúde e a vida das pessoas. 

Em situação de enchentes, deve-se dar preferência a alimentos não-perecíveis e evitar legumes, verduras e carnes. “Alimentos frescos não são recomendados, porque apodrecem com facilidade, principalmente nesse tipo de situação de crise, em que nem sempre se tem disponível um sistema adequado de refrigeração”, explica o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto. 

Também é importante, também, selecionar, entre os alimentos disponíveis, aqueles que estão apropriados para o consumo. Todos os alimentos que estiverem com cheiro, cor e aspecto fora do normal – úmidos, mofados, murchos – devem ser descartados. Também aqueles que ficaram submersos ou umedecidos, independentemente de apresentarem alterações de aparência e odor, não deve ser consumidos. Mesmo os alimentos em embalagens de plástico lacradas, mas que tiveram contato com água de enchente (garrafas PET, grãos ensacados), devem ser jogados fora. O mesmo se aplica aos que estiverem acondicionados em latas amassadas, enferrujadas ou semi-abertas. 

Os únicos alimentos que tiveram contato com a água da enchente e que podem, mesmo assim, ser aproveitados são os industrializados e embalados em vidro, lata, a vácuo ou em caixa tipo “longa vida”, que estejam lacrados e em perfeita condição. Para consumi-los, é preciso lavar as embalagens antes, usando hipoclorito de sódio (2,5%) diluído em água – duas colheres de sopa do produto para cada litro de água. Feito isso, é só lavar as embalagens com a mistura. (Para mais informações a respeito do procedimento de limpeza das embalagens e da proporção hipoclorito x água, ver Tabela 2). 

Quando não houver geladeira, prepare somente os alimentos que serão consumidos nas próximas duas horas, para que não haja risco de os alimentos estragarem ou serem contaminados. Os recipientes que serão usados no acondicionamento de alimentos para consumo também devem ser higienizados. 

O procedimento é o seguinte: primeiro, lave-os com água filtrada (ver Tabela 2) e sabão. Em seguida, deve-se fazer a desinfecção dos recipientes. Para isso, dilua duas colheres de sopa de hipoclorito de sódio em um litro de água. Com essa água, é possível higienizar seus utensílios – é importante destacar que ela não pode ser bebida, apenas usada para limpeza. Encha os recipientes com essa água, feche-os, agite bem, e deixe descansar por 15 minutos. Esvazie-os, e enxágüe com água para consumo (ver Tabela 1). Agora eles estão prontos para acondicionar adequadamente seus alimentos. 

Setor de serviços deve elevar ainda mais o desenvolvimento do Sudeste

Com uma economia forte e diversificada, o Sudeste é responsável pelo maior PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Brasil. Além disso, a Região deve se tornar o principal polo de atração de investimentos nos próximos anos. Isso porque com a exploração do pré-sal e com as obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014, cujas três principais sedes do mundial estarão situadas no Sudeste, e para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro/RJ, a perspectiva é de que a Região apresente níveis de crescimento acima da média nacional. Em virtude destes investimentos, estima-se que entre 2011 e 2016, o seu PIB cresça 0,35% ao ano ante o crescimento de 0,2% do total nacional. "O Sudeste, que já é forte economicamente, tende a crescer ainda mais nesse período, o que trará benefícios econômicos não somente para os estados contemplados com estes eventos, mas para toda a nação brasileira", analisa Eduardo Amaral Haddad, presidente da Associação Brasileira de Estudos Regionais.

Um possível reflexo deste avanço econômico pode ser observado no número de novas contratações empregatícias neste ano. Somente no primeiro semestre de 2010 foram efetuadas a contratação de 984 mil empregados com carteira assinada, número este que representou mais da metade de todas as contratações feitas no País neste mesmo período (1,65 milhão). Na opinião do engenheiro de Segurança Luis Carlos Roma Paumgartten este avanço na formalização do contrato profissional não significa necessariamente que houve abertura de novos postos de trabalho. "Acredito que uma significativa parcela deste número se refira aquele trabalhador que atuava na empresa, mas que não tinha sua carteira assinada. Ou seja, era contratado para prestar um determinado serviço, mas não tinha sua situação legalizada. Agora, em consequência de uma fiscalização mais ativa, está havendo uma maior formalização do emprego em atividades em que esta prática não ocorria como, por exemplo, o setor de serviços", considera Paumgartten.

Contemplando diversas atividades de prestação de serviços comerciais, pessoais e comunitários à população, além da comercialização de produtos e tendo como sua principal característica o trato com o cliente, o setor de serviços (também chamado de setor terciário) é um dos maiores geradores de postos de trabalho do País. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Região Sudeste possui 5,6 milhões de pessoas atuando no segmento. Deste total, 3,39 milhões estão envolvidos em atividades de prestação de serviços no Estado de São Paulo.


Degradação

Cada vez mais utilizada, a terceirização de serviços se tornou uma prática comum no mercado de trabalho hoje em dia. "Esta é uma realidade, pois não há mais como dizer que uma empresa não terá terceirizados em sua estrutura organizacional", enfatiza Paumgartten. A motivação pela adoção desta prática, segundo ele, deve-se à redução de riscos e, em tese, pela descaracterização do vínculo empregatício com o funcionário. "Caso ocorra uma crise financeira, ela simplesmente suspende o contrato, evitando maiores problemas no processo de desligamento do trabalhador com a empresa. No entanto, esta despreocupação geralmente também está atrelada às questões de segurança do contratado. Por isso, há um maior índice de acidentes de trabalho com terceirizados", reforça.

Na opinião da socióloga e pesquisadora Selma Venco, a passagem do vínculo empregatício pelo processo de terceirização provocou uma degradação nas condições de trabalho oferecidas aos funcionários. "Quando falo isso, não me refiro apenas às questões sociais, mas sim ao aumento significativo do ritmo de trabalho, do aumento da produtividade, da extensão da jornada de trabalho, fatores estes que se somados, provocam exaustão, desgaste mental, estresse, depressão, LER/DORT, facilitando a ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho", cita Selma.

Ela destaca ainda que o processo de terceirização também implica numa maior rotatividade de trabalhadores, sendo o serviço de teleatendimento uma das atividades que mais reforça esta teoria. "Já encontrei empresas que tinham uma taxa de rotatividade de 85% por ano. Ou seja, ela utiliza o trabalhador pelo período em que ele está superprodutivo, o que numa empresa de teleatendimento dura apenas seis meses. Depois desse período, os contratados não são mais interessantes para este empregador, pois a curva de produtividade começa a cair sensivelmente", analisa a socióloga. Com o esgotamento desta energia inicial dos novos funcionários, são estabelecidas estratégias para forçar um pedido de demissão.

Outro problema presente neste serviço é o assédio moral, motivado principalmente pela constante e ferrenha cobrança de metas. Conforme a pesquisadora da Fundacentro Thaís Helena de Carvalho Barreira, a pressão imposta aos teleatendentes para que sejam cumpridas as metas estipuladas pela diretoria é violenta, tendo um efeito maléfico à saúde mental do prestador de serviço. "Esta cobrança chega, muitas vezes, a ser desmesurada. Até porque se trata de uma atividade com interação relacional que, portanto, não depende somente dele. Em virtude desta interatividade, que envolve agressividade, assédio sexual e sofrimento alheio, eles acabam sendo expostos a um desgaste emocional elevadíssimo", garante Thaís.

A perversidade com o qual estes profissionais são tratados em seu ambiente laboral pode ser consequência direta do modelo de organização do trabalho usado no serviço de teleatendimento. É o que sugere o médico do Trabalho René Mendes. Para ele, percebe-se nestes modelos a má concepção dos processos de trabalho, da gestão do trabalho e da chefia e supervisão, sendo todos claramente patogênicos. "Não se trata de uma questão médica e muito menos de ordem biológica ou de pré-disposição física, mas sim de problemas fortemente organizacionais, que requerem abordagens integradas e integrais, não alcançáveis pela SST", afirma Mendes.


Invisíveis

Considerado um dos setores profissionais com maior representatividade de mão de obra jovem e feminina, a prestação de serviços também inclui outras atividades de alto desgaste como, por exemplo, a área de Educação e de Saúde que, juntas, representam contingentes extremamente numerosos. Além de uma baixa remuneração, ambas as atividades enfrentam duplas ou triplas jornadas de trabalho, desgaste elevado, sobrecarga e baixa autonomia, condições associadas à geração de adoecimento do trabalho, principalmente de origem psíquica.

O serviço de vigilância patrimonial também tem sido alvo das atenções de especialistas em Saúde e Segurança do Trabalho. Isso porque o segmento de segurança privada vem gerando um alto índice de afastamentos do trabalho por estresse pós-traumático. "Por estarem diariamente expostos a este assustador cenário de violência, que cresce vertiginosamente, os vigilantes vivem sob grande tensão e medo, seja porque pode acontecer a qualquer momento, porque já vivenciaram um episódio, ou porque já viram colegas sendo atingidos e feridos. É um desafio diário", pondera a pesquisadora da Fundacentro Thaís Helena.

Por apresentar, em grande parte, riscos invisíveis (pressão, tensão, medo, ansiedade) ao trabalhador, o setor de serviços acaba impondo uma série de novos desafios à fiscalização. "Mesmo tendo as normas regulamentadoras entrando em aspectos como pressão de tempo e a intensificação do trabalho, a fiscalização no setor é difícil, pois há uma grande diversificação de riscos. Além disso, dependemos da constatação de fatos, o que nem sempre é possível obter durante as ações", conclui o auditor fiscal da SRTE/MG Aírton Marinho.

Explosão em mina na Colômbia matou 21 operários

Colômbia - As equipes de resgate da Colômbia concluíram em 27 de janeiro à noite as operações na Mina de La Preciosa, no Nordeste do país. No total, 21 mineiros morreram depois da explosão ocorrida no dia anterior. Os quatro últimos corpos de operários foram resgatados ontem. O fim das operações foi anunciado pelo coordenador do Comitê Local de Prevenção e Atenção a Desastres, Luis Alfonso Solórzano. 

As informações são da rede multiestatal de televisão, Telesur, com sede em Caracas, na Venezuela. Os corpos dos operários foram localizados a mais de 4 mil metros de distância da entrada da mina. Segundo Solórzano, as dificuldades na operação de resgate foram causadas pelo acúmulo de gás metano nos túneis da mina de carvão.

Em 26 de janeiro, houve uma explosão na mina de carvão. Para especialistas, a tragédia foi causada por um acúmulo de gás no local, que fica na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. Na noite do acidente foram resgatados 14 corpos. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que estava na Europa onde participou do Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), antecipou seu retorno para acompanhar as operações de resgate. Anteontem, o governo chileno enviou quatro especialistas em resgate de minas para cooperar com as operações no Nordeste colombiano.

Em 2007, a Mina de La Preciosa sofreu uma explosão semelhante à que ocorreu esta semana quando 30 pessoas morreram. Em outubro do ano passado, em outra mina houve também uma tragédia que provocou a morte de seis pessoas e deixou dois feridos.

Defesa Civil interdita obra de shopping em SP após acidente

São Paulo/SP - A Defesa Civil da Subprefeitura de Santo de Amaro interditou nesta quinta-feira, 3, a obra para a construção de um novo shopping na Zona Sul de São Paulo depois que uma laje desabou pela manhã deixando um pedreiro ferido. A informação foi confirmada pelos bombeiros, que, inicialmente, tinham passado que duas pessoas haviam sido soterradas no acidente.

O serviço ficará paralisado, segundo a subprefeitura, até que a construtora apresente a documentação necessária sobre o andamento da obra, que está sendo realizada na Avenida Nações Unidas (Marginal Pinheiros) - entre as pontes Transamérica e Socorro.

Ao longo dia, representantes do Ministério do Trabalho, policiais civis e bombeiros estiveram no canteiro de obras. Por volta das 12h, a área estava isolada. De acordo com o investigador Eduardo Lamana, da Polícia Civil, o local passará por uma perícia. O caso será registrado na Delegacia de Acidentes do Trabalho.

Segundo o sindicato dos operários da obra, no local está sendo construído o novo shopping 25 de Março. O representante da empresa que administra a obra limitou-se a dizer que se trata de um "empreendimento comercial".

O pedreiro foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional Sul. De acordo com Ednilson Antunes da Luz, do sindicato dos operários, o pedreiro teve uma fratura no braço e escoriações, mas passa bem.