terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Uso do martelo com segurança

O martelo é uma ferramenta amplamente conhecida, não somente pelos trabalhadores, mas por todas as pessoas no geral. Sua função é a de golpear objetos, podendo ter vários tamanhos, de acordo com o objeto a ser golpeado. Porém, não importa o tamanho que tenha, todos têm o mesmo formato.

Seu uso, como dito anteriormente, é de amplo espectro indo do Direito à Medicina, da carpintaria à indústria pesada, da escultura à borracharia, etc.

Mesmo sendo bastante conhecido, é uma das ferramentas que mais causa acidentes no trabalho, atingindo principalmente as mãos dos trabalhadores. Mas porque isso acontece se essa ferramenta é tão comumente usada e conhecida? Por esse mesmo motivo. Por todos acreditarem que sabem como utilizar o martelo, este acaba se tornando uma ameaça à segurança.

Muitos trabalhadores acabam sendo afastados do trabalho por sofrerem fraturas diversas nas mãos devido ao mau uso do martelo. Também acontecem casos em que o trabalhador, ao dar a martelada, é atingido por fragmentos nos olhos, por não estar cumprindo as medidas de proteção adequadas.

Por isso, é imprescindível que o trabalhador tenha o mínimo de atenção e consciência na hora de utilizar essa ferramenta de trabalho. Deve-se, portanto:

Verificar as condições do cabo, analisando de existem trincas ou outros defeitos;

Certifique-se que o cabo esteja preso na estrutura metálica;

Utilize o martelo correto para a atividade exercida, pois utilizar martelos errados poderá danificar o material ou causar ferimentos;

Para evitar que fragmentos eventualmente atinjam os olhos, esteja sempre com os óculos de segurança;

Segure-o firmemente perto da extremidade (do fim) do cabo;

Sempre que for martelar, certifique-se que a face do martelo (na cabeça) esteja em paralelo com a superfície a ser martelada. Assim evita-se que ocorram danos na cabeça do martelo e diminui a chance do mesmo escapar da sua mão ou danificar a superfície do trabalho;

Para se obter uma martelada firme e certeira, somente levante seu braço na altura necessária para alcançar a forma correta, por exemplo:

Para martelar forte, levante seu braço bem pra trás e sequencialmente mova-o para frente de forma rápida e firme.

Recomendações como essas parecem tolas e inúteis, pois todos que utilizam martelos sabem que é necessário que ajam dessa forma. E realmente são. E não só por esse motivo, mas também pelo fato da pessoa achar que sabe como faz, ou porque já trabalha com essa ferramenta há muito tempo, ou porque aprendeu desde criança, é que em um momento de distração, por menor que seja acontece um acidente.

Quando a pessoa exerce uma atividade repetidamente, por muito tempo, não significa que ela sabe aquilo melhor do que ninguém. Significa somente que ela está habituada a repetir aquele movimento todos os dias. Portanto, não pense que está seguro em realizar uma atividade porque já fez muitas vezes. Geralmente é esse o tipo de pessoa que mais se acidenta, por não dar a devida atenção que a atividade merece.

Muito provavelmente você nunca tinha percebido quantas coisas são levadas em consideração para se trabalhar com um martelo de forma segura, não é? Pois bem, pense bem e redobre sua atenção na próxima vez que for utilizá-lo.

Sinalização de Segurança na Construção Civil

A construção civil é uma das profissões mais antigas do mundo. Desde as primeiras construções, há centenas de anos atrás, até os dias atuais, grandes transformações vêm ocorrendo seja na área de projetos, de equipamentos ou na área pessoal.

Diante disso, nesses longos anos, o setor obteve muitas perdas humanas provocadas por diversas causas, como acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, causadas principalmente pela falta de estrutura, pela falta de controle do meio ambiente de trabalho, do processo produtivo e pela falta de instrução dos/aos trabalhadores.

Muitos desses problemas poderiam ter sido evitados se não houvesse tantas diferenças entre os trabalhadores da construção civil. Muitos dos que “colocam a mão na massa” não tem formação adequada, muitas vezes há dificuldade de comunicação entre os empregadores e os empregados e as empresas (algumas delas) ainda se excluem de fazer o desenvolvimento e a implantação de programas de segurança e saúde no trabalho.

E como a função primordial desses programas é conhecer, antecipar, avaliar e controlar os riscos existentes no local de trabalho, quando são implantados e seguidos corretamente, os acidentes se tornam escassos ou até mesmo deixam de existir.

Dessa forma, entra em questão um assunto bastante relevante no mundo da construção civil. A sinalização de segurança. Consta na Norma Regulamentadora, NR – 26, que “devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir a cerca dos riscos existentes”.

Podemos, então, definir:

Sinalização: O conjunto de estímulos que informam ao indivíduo sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas circunstâncias relevantes.

Sinalização de Segurança: Aquela que, relacionada com um objeto, uma atividade, ou uma situação determinada, fornece uma indicação ou prescrição relativa à segurança ou saúde (ou ambas) no trabalho.

Podemos resumir então que a sinalização de segurança alerta trabalhadores e visitantes sobre os riscos existentes e a necessidade de utilização de equipamentos de proteção. Ou seja, é uma forma rápida de chamar a atenção, de modo inteligente, para objetos ou situações que signifiquem riscos ou possam originar perigos.

A sinalização de segurança pode ser classificada como:

Sinais de Obrigação: Indicam comportamentos ou ações específicas e a obrigação de utilizar EPI.

Sinais de Perigo: Indicam situações de atenção, precaução, verificação ou atividades perigosas.

Sinais de Aviso: Indicam atitudes perigosas ou proibidas para o local.

Sinais de Emergência: Indicam direções de fuga, saídas de emergência ou localização de equipamento de segurança.

Também há outro tipo de classificação, denominada sinalização permanente, que normalmente é utilizada para: proibições, avisos, obrigações, meios de salvamento ou de socorro, equipamento de combate a incêndios, assinalar recipientes e tubulações, riscos de choque ou queda, vias de circulação, etc.

Todos os tipos de sinalização mencionados até agora são tidos como permanentes. Mas há também os de caráter acidental, que seriam:

Sinais Luminosos: Destinados a chamar atenção para acontecimentos perigosos, chamar os trabalhadores para uma ação específica ou facilitar a evacuação emergencial de trabalhadores.

Sinais acústicos: A mesma função dos luminosos.

Comunicações Verbais e Gestuais: A mesma função dos luminosos.

Normalmente, a sinalização obedece a pictogramas (símbolos) internacionais, como por exemplo:

Sinais de Obrigação: Forma circular, fundo azul e pictograma branco.

o Exemplo: Proteção obrigatória dos olhos, proteção obrigatória da cabeça, etc.

Sinais de Perigo: Forma triangular, contorno e pictograma preto em fundo amarelo.

o Exemplo: Substâncias inflamáveis ou alta temperatura, substâncias explosivas, etc.

Sinais de Aviso: Forma circular, contorno vermelho, pictograma preto e fundo branco.

o Exemplo: Proibido fumar, proibida entrada de pessoas não autorizadas, etc.

Sinais de Emergência: Forma retangular, fundo verde e pictograma branco.

o Exemplo: Primeiros socorros, macas e telefones para salvamento, ducha de segurança e lavagem dos olhos, etc.

No caso da construção civil, o canteiro de obras é o local que deve obter um grau de segurança máximo. Ou seja, deve ser sinalizado com o objetivo de:

Identificar os locais de apoio que contém o canteiro de obras.

Indicar as saídas.

Manter comunicação entre os trabalhadores.

Advertir sobre perigo de contato ou acionamento acidental de partes móveis de máquinas ou equipamentos.

Advertir quando há risco de queda.

Alertar quanto ao uso do EPI específico para atividade executada.

Alertar quanto ao isolamento de áreas de transporte ou circulação de materiais por grua, guincho ou guindaste.

Identificar acessos e circulação de veículos pela obra.

Advertir contra o risco de passagens de trabalhadores quando o pé direito for inferior a 1,80m.

Identificar locais com substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas e radioativas.

Então, assim como na construção civil, todos os outros tipos de trabalho devem ter suas áreas de risco devidamente sinalizadas, para evitar acidentes de trabalho.

O perigo de dormir no canteiro de obras

Sabemos que, a construção civil é um dos segmentos que mais acontecem acidentes no trabalho, emprega maior parte dos trabalhadores, recebe muita mão de obra desqualificada e é o ambiente com maior índice de riscos ambientais existentes entre os demais segmentos.

É caracterizada por um trabalho braçal que exige muito esforço físico de seus trabalhadores e na maioria das vezes a céu aberto, exposto a altas e baixas temperaturas constantemente.

O ritmo de trabalho é acelerado, pois as obras tem prazo de término e entrega de tudo pronto na data determinada.

Por ser um segmento de grande concentração de pessoas, muitos riscos ambientais para se identificar e controlar, muitas vezes passam desapercebidos fatos que inclusive acontecem todos os dias, mas por vista grossa ou pura falta de visão crítica, se torna uma rotina e não é mais enxergada como um risco ambiental.

A alimentação é um fator importante para a segurança no trabalho se preocupar, pois a devida alimentação é fundamental para a saúde dos trabalhadores e para o rendimento, pois na maioria das vezes é uma alimentação pesada e com muita gordura e carboidrato.

Normalmente o que acontece após a refeição é a quebra do ritmo, em conjunto com a temperatura externa alta (no verão, por exemplo), o que prossegue o almoço é a famosa “preguiçinha” que após o horário de refeição diminui o ritmo de trabalho e também causa a desatenção inerente aos riscos de exposição a cada um.

Uma solução para isso é o famoso cochilo depois da comida, o que é muito recomendável, faz muito bem para a saúde, restabelecer as energias e a atenção, considerando que quebra o stress advindo das atividades.

Mas, existe um grande vilão nessa área, na construção civil ou canteiro de obras a maior parte das atividades são realizadas ao ar livre, e muitos funcionários tiram sua soneca em lugares que proporcionam perigo e risco a sua vida e a dos demais.

Diversos acidentes e fatalidades já ocorreram devido a esse ato inseguro, pois por lei a empresa tem que proporcionar um local adequado de descanso e os funcionários precisam respeitar esse limite, pois é muito comum vermos dormindo nas praças públicas, trilho de trem ou metrô, estacionamentos ou no meio da obra.

A melhor forma de alertar é a conscientização, é imprescindível abordar o tema em palestras, dds´s, sipat´s, cipa e no próprio sesmt, pois mais pessoas não podem morrer ou se acidentarem por falta de informação ou principalmente por falta de condições ambientais que a empresa não proporciona de forma adequada aos seus empregados.

É uma área muito rotativa, pessoas de diversas culturas, então o primordial é que se mantenha uma comunicação, um diálogo constante com todos os envolvidos e principalmente diálogo diário, pois o que é normal, sem perigo para muitos é sim um risco ambiental presente e constante.

Como trabalhar com segurança em eletricidade?

É importante saber que ao trabalhar com eletricidade, o trabalhador está exposto a riscos. Esses riscos podem provocar acidentes como, choque elétrico, explosão elétrica e queimaduras por eletricidade, que podem gerar graves lesões ou levar a morte.

Portanto, existem práticas seguras que devem ser seguidas para que não aconteçam acidentes.

Antes de iniciar um trabalho:

o Desenergize todas as fontes de energia;

o Desconecte controle de circuitos tais como, botões de partida, chaves seletoras, intertravamento de segurança.

Trave e etiquete todas as fontes de energia:

o Coloque trava e etiqueta em casa meio de desconexão usado para desenergizar circuitos;

o Coloque cadeados de forma a prevenir meios de operar os comandos;

o Etiquete cada cadeado.

Em casos onde o cadeado não puder ser aplicado, uma etiqueta sem trava precisa ser complementada por ao menos uma última e adicional medida de segurança, que ofereça um nível de segurança igual ao do cadeado.

A energia residual precisa ser aliviada antes de iniciar o trabalho:

o Descarregue todos os capacitores;

o Curte-circuite e aterre todos os elementos de alta capacitância.

E como me certificar que o sistema está desenergizado?

Certifique-se que o seu aparelho de voltímetro esteja funcionando corretamente. Cheque em uma fonte sabidamente energizada de algumas voltagens para assegurar que ele está funcionando, antes e depois de checar o circuito no qual você estará trabalhando;

Opere os controles do equipamento para checar se o mesmo não pode ser religado;

Use equipamentos de teste para testar o circuito e componentes elétricos quanto à voltagem e corrente.

Para efetuar a reenergização do equipamento:

Efetue testes e inspeções para assegurar que todas as ferramentas, jampeadores elétricos, curtos circuitos, terras e outros dispositivos tenham sido removidos;

Avise aos outros trabalhadores para se manterem longe dos circuitos e equipamentos;

Somente a pessoa que aplicou os cadeados e etiquetas pode removê-los;

Cheque visualmente se todos os empregados estão longe dos circuitos e equipamentos.

Os trabalhadores que lidam com equipamentos energizados precisam estar acostumados com o uso apropriado de técnicas preventivas especiais, materiais de isolamento elétrico e físico e ferramentas isolantes.

Portanto, quando for trabalhar em circuitos energizados:

Isole a área de todo tráfego;

Coloque placas e barreiras;

Use um auxiliar, se necessário;

Use ferramentas, tapetes e mantas isolantes.

Materiais condutivos precisam ser manuseados de forma a resguardá-los de contato com elementos de circuito energizados ou parte do próprio circuito. Portanto, quando for trabalhar remova todos os artigos condutores de ornamentos e roupas, como, por exemplo: anéis, pulseiras, correntes, colares, tornozeleiras, correntes de chaveiros, braceletes, relógio, avental metalizado, etc.

O manuseio de ferramentas elétricas portáteis também exige certas especificações, para que seja manuseado de uma forma que não cause danos, nem ao trabalhador nem ao aparelho.

Os cabos elétricos flexíveis conectados aos equipamentos não devem ser usados para levantar ou abaixar os equipamentos, assim como cabos flexíveis não podem ser fixados com grampos ou qualquer outro meio que possam vir a danificar a carcaça ou isolamento;

Fios elétricos e plugues conectados a equipamentos e extensões devem ser inspecionados visualmente antes do uso e a cada turno em relação a defeitos perceptíveis:

o Pinos faltantes ou deformados;

o Dano da carcaça ou isolamento;

o Evidência de potencial dano interno.

Se houver algum defeito ou evidência de dano em alguma ferramenta elétrica ou equipamento, notifique imediatamente seu supervisor. Após notificar, remova o equipamento de serviço e informe seus colegas.

Certifique-se de que as mãos, fios e tomadas estejam secos ao plugar e desplugar, no caso de algum equipamento elétrico energizado estiver envolvido.

Ao utilizar escadas portáteis, certifique-se que tenham montantes não condutivos e mantenha os elementos da escada no mínimo três metros longe de linhas elétricas.

Todos os instrumentos de teste, fiações e condutores precisam ser visualmente inspecionados quanto aos defeitos externos e danos, antes do equipamento ser utilizado. Todo item com defeito deve ser removido de serviço.

É importante também que todos os trabalhadores que atuam em áreas onde há potencial de acidentes elétricos, precisam usar EPI apropriado ao trabalho a ser executado.

Mantenha sempre seus EPI’s em condições seguras após o uso.

Use capacetes não condutivos, onde quer que haja um risco de ferimento da cabeça por choque elétrico ou queimaduras, devido ao contato com partes energizadas.

Use proteção para os olhos e face, onde haja risco de ferimento dos mesmos, devido a arcos elétricos, fagulhas ou partículas volantes resultantes de explosão elétrica.

Não use seu EPI quando houver: buracos, rasgos, bolhas, manchas por ação de químicos, furo ou corte, rachaduras, sinais de queimaduras, afinamento das superfícies, trincas ou descosturas, qualquer mudança de textura, com objeto estranho dentro e qualquer defeito ou dano que possa danificar suas propriedades isolantes.

Todo EPI tem um prazo de validade, e se o seu não estiver mais atendendo aos requisitos necessários, informe ao supervisor para que a troca seja efetuada. EPI que não protege, de nada serve!

O trabalhador precisa ser capaz de visualizar o que está fazendo enquanto trabalha com equipamento energizado. Portanto, não trabalha com equipamentos energizados quando:

Não houver iluminação adequada.

Houver uma obstrução que prejudique a visão da sua área de trabalho, pois você pode alcançar cegamente áreas que podem conter partes energizadas.

Informações adicionais:

Se for trabalhar em ambiente molhado, certifique-se de estar utilizando equipamentos elétricos adequados.

Somente trabalhadores qualificados podem desativar com segurança o sistema elétrico, e só temporariamente. Enquanto o trabalhador estiver trabalhando no equipamento, o sistema deverá estar desligado. Só voltará a condição operável quando o trabalho estiver terminado.

Proteção de sobrecarga de circuitos e condutores não pode ser modificada, até mesmo em uma base temporária.

Antes de começar a trabalhar, conheça os perigos da eletricidade! Conheça o equipamento que for utilizar, utilize as práticas de segurança e não trabalhe com circuitos energizados sem permissão!

Como manter o armazém seguro?

O primeiro passo para manter o armazém seguro é definir locais exclusivos para o trânsito de pedestres, separando-os das máquinas. Com cada um em seu local específico, a ocorrência de atropelamentos é reduzida.

Caso seja inviável a permanência de pessoas próximas às máquinas durante as atividades, devem ser separados locais conhecidos como zonas de segurança, onde permaneçam apenas as pessoas úteis a operação e que se tenha uma distância mínima de afastamento entre máquina e homem, que pode variar de atividade para atividade (de acordo com o tamanho do produto, toxicidade, risco de explosão...). Cinco metros podem ser definidos como uma boa distância para operações mais simples.

O funcionamento de forma básica é assim: quando o colaborador estiver realizando trabalhos manuais nas zonas de segurança, a máquina se afasta do local. Quando o colaborador tiver terminado o trabalho manual, este se afasta e só após a máquina se aproxima do local da atividade. Caso o operador perceba que alguém estranho à atividade se aproxima ou que o parceiro de trabalho não respeite a distância mínima exigida, deve-se realizar o desligamento imediato da máquina.

O ambiente deve ser bem iluminado e livre de imperfeições no piso, para reduzirmos o risco de queda de pessoas e de cargas.

Os operadores de máquinas devem possuir visão ampla do ambiente que executam suas atividades e devem observar sempre nos cruzamentos entre as ruas no interior do armazém os espelhos convexos, que possibilita aos condutores que vejam e sejam vistos por outros operadores e suas máquinas. Olhar os espelhos antes de qualquer conversão possibilita o operador a prever qualquer situação de risco (cargas tombadas e/ou pessoas fora da passagem de segurança). O operador deve relatar ao seu superior imediato qualquer irregularidade na máquina (freio, iluminação, direção e emissão de sons do equipamento).

Nunca posicionar cargas, máquinas e objetos próximos aos equipamentos de combate a incêndios (extintores e caixa de hidrantes), pois existem vários materiais combustíveis no interior dos armazéns (madeira dos pallets, papelão, isopor, dentre outros).

Todo colaborador deve saber o número do ramal de emergência. Se você não sabe, consulte o técnico de segurança.

Dicas de Segurança nas ruas

Nas Ruas

  • Previna-se contra a ação dos marginais não ostentando objetos de valor como relógios, pulseiras, colares e outras jóias de valor.
  • Evite passar em ruas ou praças mal iluminadas.
  • Se sentir que está sendo seguido, entre em algum estabelecimento comercial ou atravesse a rua.
  • Não saia com grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade.
  • Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. 
  • Ao sair sozinho, procure sempre ficar no centro da calçada e na direção contrária ao trânsito. Fica mais fácil perceber a aproximação de um veículo suspeito.
  • Não deixe de comunicar a presença de elementos suspeitos nas proximidades de sua casa.
  • Ao retornar, notando algum sinal estranho (porta aberta, luzes acesas, etc.), não entre em casa, chame a polícia.

Nos Bancos

  • Evite conversar com pessoas estranhas dentro ou fora do banco.
  • Proteja bem o dinheiro ou cheques na hora que for ao banco fazer depósitos.
  • Ao sair do banco olhe bem para todos os lados para ter certeza de que não está sendo seguido.
  • Nunca aceite ajuda de estranhos ao utilizar os caixas eletrônicos.

Nas Praias

  • Nunca leve objetos de valor para a praia.
  • Cuidado com vendedores ambulantes.
  • Nunca deixe seus pertences sozinhos. Peça a alguém de confiança para olhar enquanto você vai tomar banho de mar.
  • Não aceite bebida de estranhos. Pode estar adulterada com algum tipo de narcótico.
  • Evite tomar banho de mar em locais que você não conhece.

Nas Compras

  • Procure não ir às compras sozinho. Se possível leve alguém para acompanhá-lo, é mais seguro.
  • Nunca deixe sua bolsa ou compras em locais onde possam ser roubados.
  • Prefira pagar suas contas com cartão ou cheque. Assim você não precisa conduzir grandes quantias em dinheiro.
  • Procure não entrar em lojas muito cheias. Faça suas compras em horários de menor movimento.
  • Evite carregar muitos pacotes para não ocupar as duas mãos.
  • Nunca mostre dinheiro em lugares públicos, especialmente em bares, restaurantes, cinemas, lojas, barracas de camelôs, etc.
  • No caso de furto ou qualquer ocorrência policial, não perca tempo, comunique imediatamente à Delegacia de Polícia mais próxima da área.

No Transporte Coletivo

  • Dentro do coletivo mantenha a bolsa, carteira, pacotes ou sacolas na frente do seu corpo.
  • Em ônibus com poucos passageiros, procure viajar próximo ao motorista.
  • Ande sempre com o dinheiro da passagem contado ou dê preferência aos vales transporte.
  • Evite ficar sozinho em pontos de ônibus isolados.

No Carro

  • Onde estiver, tenha cuidado com o seu carro. Não existem locais totalmente seguros.
  • Nunca deixe documentos, talões de cheques, objetos de valor dentro do carro.
  • Ao sair do carro mesmo que por alguns minutos, levante os vidros, tranque as portas e o porta-malas e se possível ligue o alarme.
  • Nunca deixe as chaves sobressalentes dentro do carro.
  • Procure estacionar em locais vigiados por pessoas de confiança e se possível em locais iluminados e visíveis.
  • Em locais que você não conhece, procure não hostilizar os guardadores. Seu carro pode sair arranhado.
  • Nunca dê carona a estranhos.
  • Procure usar dispositivos de segurança como: sistema de alarme, corrente de direção, chave geral interruptora e tranca de direção.
  • Ao perceber alguém lhe seguindo insistentemente dirija-se a um posto ou cabine policial.
  • Não entregue seu carro a manobristas ou lavadores.
  • Procure não se aproximar do seu carro e nem entrar nele se perceber a presença de pessoas suspeitas nas proximidades.
  • Não jogue lixo pela janela do veículo.

Nos Terminais Rodoviários, Ferroviários, Cais do Porto e Aeroportos

  • Não aceite ajuda de pessoas não credenciadas interessadas em carregar sua bagagem.
  • Nunca deixe a sua bagagem sem ninguém de confiança olhando.
  • Cuidado com menores no aeroporto ou na rodoviária.
  • Ao despachar qualquer bagagem, inclusive de mão, verifique se estão muito bem fechadas.
  • Coloque identificação visível em todas as suas bagagens.
  • Ao viajar de ônibus, evite carregar objetos de valor e principalmente grandes quantias em dinheiro.
  • Nos ônibus interurbanos, desconfie de passageiros que sobem fora dos pontos de parada e sem bagagem.

Queimaduras

Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. Se a queimadura atingir 10% do corpo de uma criança ela corre sério risco. Já em adultos, o risco existe se a área atingida for superior a 15%.

Tipos de queimaduras:

- Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol;
- Queimaduras químicas: são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo através das roupas;
- Queimaduras por eletricidade: são provocadas por descargas elétricas.

Quanto à profundidade, as queimaduras podem ser classificadas como:

- 1º grau: atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas;
- 2º grau: atingem as camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração variável, dor, inchaço, despreendimento de camadas da pele e possível estado de choque;
- 3º grau: atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada.

Primeiros socorros

Colocar a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por, aproximadamente, dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas. Se houver poeira ou insetos no local, mantenha a queimadura coberta com pano limpo e úmido.

No caso de queimaduras em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos urgentes.

- Nunca toque a queimadura com as mãos;
- Nunca fure bolhas;
- Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada;
- Nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado;
- Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura - somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

7 atitudes saudáveis

Pode parecer incrível, mas mudar sete coisas na sua rotina pode garantir a você mais sete anos de vida. É o que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS), que fez uma pesquisa e identificou, também, o que mais mata no Brasil e no mundo.

Alcoolismo, tabagismo, hipertensão e obesidade são os quatro fatores que mais roubam anos de vida saudável do brasileiro. Outros grandes causadores de morte no mundo são má alimentação (e, o que é mais grave, falta de comida), sexo sem proteção, altas taxas de colesterol, má qualidade da água, carência de ferro e inalação de fumaça.

Veja aqui uma relação de sete atitudes que salvam vidas. Se você quer viver mais, basta usar o bom senso. O que você está esperando?

Alimente-se bem: abuse de frutas, verduras e legumes, evite a gordura. Cuidando bem da alimentação, você combate tanto a desnutrição quanto a obesidade. Uma dieta equilibrada também diminui o colesterol, ajuda no combate à hipertensão e evita a carência de ferro.

Combata o estresse: melhorando sua qualidade de vida, você fica menos ansioso. E, você sabe, a ansiedade é um dos grande motivos para as pessoas começarem a fumar, beber e comer compulsivamente. Sua pressão arterial também vai agradecer o cuidado.

Mexa-se!: não precisa se matricular correndo em uma academia. Mesmo mudanças pequenas no dia-a-dia já ajudam a adquirir, aos poucos, o bom hábito dos exercícios. Eles são capazes de evitar a hipertensão e a obesidade.

Não beba: o álcool é o principal ladrão da saúde dos brasileiros. Precisa dizer mais? Um ou dois drinques no final de semana não vão matar ninguém, mas não abuse! Além de não pegar o costume, é importante evitar bebedeiras, mesmo que eventuais: numa dessas, você pode tirar a sua vida e a de outros - em um acidente de carro, por exemplo.

Não fume: o cigarro causa quase 50 doenças, mas, ainda assim, o número de fumantes continua crescendo. Nesse ritmo, ele tem chances de se tornar o maior causador de morte em todo o mundo. Você não quer ser mais um número nas estatísticas, quer? Use a cabeça e viva mais.

Use camisinha: esta é uma tecla em que não dá para parar de bater. Este hábito precisa tornar-se tão natural quanto tomar banho ou escovar os dentes. A camisinha é sua única arma contra as doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a Aids: quarta causa de morte no mundo. Não se arrisque.

Vacine-se, faça exames, visite o médico: ir com freqüência ao médico ajuda a manter sua saúde em dia. Converse com ele, tire suas dúvidas, faça os exames e tome as vacinas necessárias. Com isso, você evita doenças, pode diagnosticá-las ainda no início e receber conselhos que ninguém melhor que ele para dar.

Síndrome de Visão de Computador (CVS)

A Síndrome de Visão do Computador (Computer Vision Syndrome) é caracterizada pelo cansaço visual associado ao prolongado uso do computador.

Alguns dos sintomas da CVS são: Olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejando, como também fadiga, sensibilidade à luz, sensação de peso das pálpebras ou da fronte e ainda dificuldade em conseguir foco. 
Outros sintomas podem ser: enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.

Muitas pessoas que sofrem desses sintomas não sabem que têm a condição da CVS. A CVS acontece porque a visão não é própria para focalizar uma tela de computador por muitas horas. Os monitores são compostos por minúsculos pontos (pixels), nos quais, o olho não consegue foco. O usuário tem que "focar e refocar" para manter as imagens bem definidas, resultando assim, na tensão dos músculos do olho e depois do uso prolongado do computador, é diminuída a freqüência de piscar, que causa olhos secos e doloridos, o que acaba resultando, na dificuldade de focar e em dores de cabeça e no pescoço.

Não há evidências que indiquem que os computadores causam problemas de visão, o que faz com que ocorram problemas são as condições externas relacionadas à tela do computador, como: Falta de iluminação, má localização da iluminação, posição imprópria do monitor, tela suja e problemas oculares pré-existentes.

Qualquer pessoa que passa aproximadamente duas horas por dia no computador está em risco de desenvolver CVS. O causa destes sintomas visuais são a combinação de: Problemas visuais (como: Miopia, Presbiopia, Hipermetropia, etc.), Condições inadequadas de uso (como: iluminação e posição) e hábitos de uso do computador impróprios (por horas sem descanso). Depois de longas horas no computador, algumas pessoas também poderão ver as cores alteradas. Objetos brancos ou pretos parecerão tingidos. A CVS pode ser prevenida co m algumas medidas que podem reduzir o cansaço visual como:

  • Posicionar o monitor entre 50 e 60 centímetros dos olhos;
  • O topo do monitor deve estar na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo;
  • Iluminar bem a sala do computador;
  • Minimizar os reflexos na tela, alterando a posição do monitor ou das luzes;
  • Evitar o ofuscamento. Cuidado com luzes incidindo direto sobre os seus olhos;
  • Limpar sempre a tela do computador, que é um grande coletor de pó;
  • Se necessário, usar um filtro anti-reflexo na tela do computador;
  • Descansos periódicos são importantes. O uso do computador requer longos períodos com cabeça, olhos e corpos imóveis, o que costuma ser fatigante.

Prevenção de acidentes nas áreas administrativas

Atualmente, muitos dos afastamentos referentes a acidentes de trabalho acontecem nas áreas administrativas, por diversos motivos: lesões por esforços repetitivos – L.E.R. e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – D.O.R.T.; acidentes com eletricidade e no manuseio de estiletes, tesouras e objetos pontiagudos; lesões por má postura ou posição inadequada para as
atividades, além de questões relacionadas a stress e comportamento. 

1. Quais os principais cuidados que devem ser tomados nas áreas administrativas quanto à ergonomia?

- Manuseio de caixas e objetos pesados
Não movimentar peso que exceda 1/3 da própria massa corporal (exemplo: uma pessoa de 70 kg pode manipular, esporadicamente, no máximo 23 kg); transportar peso (por exemplo, objetos) o mais próximo possível do eixo do corpo; trabalhar com a musculatura dos membros inferiores e jamais com a musculatura das costas.

- Movimentos com cadeira giratória com rodas
É bom evitar, tanto pelo risco de torções do corpo como pelo risco de traumas/contusões em móveis ou com outros objetos.

- Orientações básicas sobre postura e apoio para quem fica muito tempo sentado
Coluna apoiada no encosto da cadeira, que deve estar inclinado cerca de 100 a 130 graus em relação ao assento; pescoço alinhado com o restante da coluna vertebral; pés totalmente apoiados no chão, evitando-se dobrar demasiadamente os joelhos; membros superiores com braço ao longo do eixo do corpo e cotovelo dobrado cerca de 90 graus; punho em posição neutra, ou seja, alinhado com o
antebraço.

- Distância e posição do monitor
Distância de cerca de 60 cm, com parte superior da tela do monitor na altura da linha de visão do usuário. 

- Longos períodos de tempo de digitação
Para cada 50 minutos consecutivos de digitação, realizar 10 minutos de outros
tipos de atividades.

2. Fale um pouco sobre os principais riscos de lesões e acidentes nas áreas
administrativas e como o stress em geral pode influenciar.
No dia-a-dia atual dos centros urbanos não é mais possível viver sem ter contato diário com vários fatores estressantes; é importante saber disso para nos prepararmos adequadamente visando a nos adaptar aos estímulos estressores do cotidiano. Dicas: nos momentos de descanso é importante manter um hobby, passear em família nos parques e outros espaços agradáveis, cultivar o hábito da leitura, ir ao cinema e praticar outras atividades de lazer, sempre visando o reequilíbrio do organismo.

3. Fale também sobre as DORT e os fatores relacionados que podem causar ou agravá-las.
DORTs acometem principalmente os membros superiores e região cervical de pessoas que desenvolvem atividades laborais em ambientes desfavoráveis quanto ao ritmo de trabalho, o esforço repetitivo, o excesso de horas-extras, a presença de ergonomia deficiente, o excesso de estímulos estressores, que sãoconsiderados fatores extrínsecos causadores destes distúrbios; mas também há
os fatores intrínsecos, que dependem da pessoa. 
Por exemplo: postura inadequada, instabilidade emocional, distúrbios metabólicos, dentre outros. A Dort surge quando há associação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Um grupo de fatores isoladamente não é capaz de originá-la. 

Quedas: todo cuidado é pouco

No intuito de reduzir ao máximo estas ocorrências, relacionamos aqui as principais causas e algumas dicas que podem ajudar a prevenir as quedas:

- Pisos molhados e/ou escorregadios são uma causa muito comum de escorregões, tenha atenção. Mantenha sempre os pisos secos ou coloque placas, sinalizando que o piso está molhado ou escorregadio. Não encere o chão.
- Para alcançar objetos no alto, utilize escadas apropriadas, não suba em locais que não ofereçam total segurança, como cadeiras giratórias, banquinhos ou outras improvisações.
- Faça o possível para manter o seu ambiente de trabalho bem iluminado e organizado. Fios elétricos de computadores e de outros equipamentos e extensões de telefone devem estar fora da área de passagem de pessoas. 
- Nos locais onde houver corrimão, utilize-o sempre. Não suba ou desça escadas correndo. Apóie todo o pé em cada um dos degraus, antes de avançar o próximo.
- Prefira móveis com quinas arredondadas.
- Use sapatos adequados ao tipo de atividade que desenvolve. Sapatos de salto alto exigem atenção máxima e mudam totalmente a forma com que o peso do corpo é descarregado nos pés, aumentando o risco de queda.
- Se você tem alguma doença que cause distúrbios de equilíbrio (labirintite, problemas de pressão, diabetes, derrame, mal de Parkinson, fraqueza nas pernas, entre outros), deve ter a atenção redobrada ao descer e subir escadas ou locais onde haja desnível no chão. Procure o médico para fazer a investigação e o tratamento adequado.
- O uso de certos medicamentos pode afetar os sentidos e o equilíbrio. Mantenha-se informado com seu médico e não tome remédio sem prescrição, mesmo os fitoterápicos, chás, cremes, emplastros, elixires etc.
- Problemas de vista também podem confundir distâncias de corrimãos, degraus e irregularidades no chão. Se você usa óculos, cuidado com estas falsas impressões de vista, principalmente se eles forem bifocais, e certifique-se regularmente se seu óculos está adequado (dentro das especificações corretas) para o seu tipo de problema.
- Deficiências físicas ou algum tipo de deformidade nos pés podem colaborar para os acidentes. Verifique se tem alguma alteração de sensibilidade nos pés e mantenha suas unhas dos pés cortadas.
- A pressa e a falta de atenção também colaboram para que a queda aconteça. Mantenha-se atento.
- Comunique a Cipa quando perceber algum tipo de ambiente ou situação de risco (sem sinalização, com buracos etc).

Cuidado com as janelas e sacadas

As crianças pequenas são muito curiosas e costumam ser aventureiras. Poucas temem alturas, pois suas mentes ainda não estão impregnadas pelo medo que vai-lhes sendo despertado à medida em que crescem e amadurecem.

Quem mora numa casa, não tem problemas quanto à escolha do tipo de proteção que colocará em suas janelas e sacadas e pode escolhê-la ao sabor de suas posses, do preço, tipo de material preferido e resistência e durabilidade do mesmo. Já quem mora em apartamentos fica restrito às cláusulas da Convenção Condominial, às decisões conjuntas tomadas em assembleias de condôminos, não tendo liberdade para instalar nada que possa constituir alteração de fachada do imóvel ou ainda que ofereça algum tipo de incômodo ou risco aos vizinhos.

Sabe-se de casos em que as grades de um andar serviram como base ou trampolim para os gatunos alcançarem o apartamento do andar superior e, em tempos bicudos como o nosso, todo cuidado é pouco. No caso de condomínios, em geral, as grades externas são proibidas e os pais têm de conviver com a insegurança quanto à ida das crianças às sacadas e janelas, dentro de suas próprias casas. No caso dos vitros que se abrem verticalmente, os chamados "vitros de correr", há quem se guarde de situações perigosas, colocando travas em forma de tocos ou sarrafos de madeira, pedaços de cano, correntes com cadeados, de forma a deixarem uma passagem estreita para a ventilação, que seja insuficiente para a passagem do corpo da criança. Já no caso dos vitros que deslizam horizontalmente, os do tipo chamado "guilhotina", há quem abaixe os dois de forma a tornar o acesso da criança dificultado.

Há famílias que optam pela colocação de grades na parede interna dos ambientes, vedando todo o vão da janela, mas isso é algo que acaba interferindo negativamente na estética do ambiente, dificultando, ainda, a escolha e a adaptação de cortinas ou persianas.

Por essas razões, muita gente está aderindo à colocação das redes de proteção, feitas com fios de náilon. Apesar de elas ainda não contarem com uma regulamentação, representam uma boa opção para se evitar acidentes em apartamentos e são menos agressivas esteticamente, além de não enfrentarem a proibição nos condomínios.

Se você se decidir pela colocação de redes, faça uma boa pesquisa de preços entre os dois materiais mais comuns de redes de náilon: seda e cristal e fique bem atenta à idoneidade da empresa que pretende contratar, pois muitas colocam seus anúncios em revistas e jornais a fim de venderem seus produtos, mas não garantem a qualidade das redes e alguns, inclusive, simplesmente desaparecem do mercado, deixando seus clientes sem a assistência técnica prometida.

Outra coisa a que você deve prestar atenção: há revendedores que vendem a ideia de que as redes têm longa durabilidade: 6, 8 e até 10 anos, mas os fabricantes falam em prazos de apenas 3 anos, devido à pouca resistência do produto sob as condições das intempéries.

De qualquer forma a colocação de redes de proteção traz mais tranquilidade aos pais com relação à segurança das crianças dentro de casa, no entanto, nada os isenta da responsabilidade de orientarem seus filhos, constantemente, quanto aos perigos que as sacadas e janelas oferecem. Afinal, eles estarão, em algum momento, em casas e apartamentos que não têm esse tipo de proteção, não é?

LÂMPADA QUEIMADA! Como trocar com segurança?

Muitas pessoas tem pavor de substituir uma simples lampada queimada, pelo medo de levar um choque.
A possibilidade existe, mas se você fizer tudo direitinho como o descrito abaixo esta possibilidade desaparece. Não tem como dar choque!

No abat-jour:  desligue o fio do abat-jour da tomada da PAREDE.
Pronto voce pode trocar a lampada tranquilamente, porque é impossível dar choque.
Depois de colocar uma lampada nova, ligue o abat-jour novamente na tomada da parede. E acenda a luz.

Outras lampadas:

1 - Trocar lampada: Desligue o fusível (disjuntor) referente aquele cômodo, ou desligue o quadro de eletricidade todo, assim não existe a possibilidade de dar choque.

Dica:
Se puder deixe para trocar lampada durante o dia.
Assim você terá todo o tempo que precisar para fazer a troca e o trabalho sera feito de uma forma mais segura.

Não trabalhe com os pés descalços ao fazer serviços elétricos.

2 - a) Trocar lampada que está queimada, portanto fria é só desenroscá-la com suavidade no sentido anti-horário.

b) Trocar lampada que estáva em funcionamento portanto muito quente, deve-se desligá-la e esperar esfriar por completo, para então desenroscá-la.


Não toque na parte metálica do bocal nem na rosca enquanto estiver fazendo a troca.

3 – Segure (use um pano) a lâmpada pelo vidro (bulbo).

*Algumas vezes a lâmpada emperra e não quer desenroscar (provavelmente enferrujou dentro da base) de jeito nenhum.

Uma solução seria ( com cuidado, proteja as mãos e olhos, etc.) envolve-la com um pano e quebrar o seu vidro com um pequeno martelo.

Depois de retirados os cacos de vidro, com um alicate pegar na parte metálica que sobrou da lâmpada e tentar desenroscar.

Dica:
Antes de colocar a lampada nova, passe um pouquinho de WD40, na parte da rosca da lampada.
Assim quando for trocar novamente, a lampada vai desenroscar sem problemas.

As lâmpadas, em sua maioria, devem ser instaladas em local protegido contra choques térmicos e umidade.

4 – Recoloque uma lâmpada nova com a mesma capacidade ( watts ) ou mais adequada, enroscando no sentido horário até o final.

Não exagere na força ao rosqueá-la.

5 – Religar o quadro de luz (disjuntor) e o interruptor.
A nova lampada acenderá e o serviço esta feito.

Lembre somente de jogar a lampada velha no lixo, deforma que crianças não possam achar e brincar. Lampadas são feitas com um vidro extremamente fino.

Que calçado utilizar para dirigir com mais segurança?

Na hora de dirigir, é bom ficar de olho em todos os detalhes, como por exemplo, os sapatos com os quais você vai dirigir. Se você quer saber quais são os mais confortáveis e seguros para pilotar o seu carro, confira essas recomendações.

Passos:
1. Além de serem confortáveis, seus sapatos devem permitir sentir e acionar os pedais do veículo corretamente. Procure modelos que não apertem nem limitem o movimento dos pés enquanto você dirige.

2. Preste atenção na sola do calçado, ela não pode grudar no tapete de borracha do carro. Se isso acontecer você pode pisar no acelerador e perder o controle do veículo.

3. Se você precisa usar sapatos sociais, que não sejam confortáveis na hora de dirigir, leve mais um par de sapatos no carro, para que você possa dirigir tranquilamente.

4. Mulheres não devem dirigir com sapatos de salto alto: eles deixam os pés sem um ponto de apoio e dificultam o contato com os pedais. Se não tiver um par de sapatos confortável de reserva, é preferível conduzir descalça

5. Não dirija com chinelos ou qualquer outro tipo de calçado que não proporcione segurança aos seus pés. Um calçado inadequado pode fazer com que o seu pé escorregue e aperte o acelerador sem querer.

6. Não dirija com botas ou com sapatos que tenham solas muito grossas; a rigidez faz com que o pé perca a sensibilidade quando pisa nos pedais

7. As alpargatas, sandálias e rasteirinhas são confortáveis e flexíveis, mas a ausência de uma textura na sola pode fazer com que elas escorreguem nos pedais, ainda mais quando estiverem molhadas.

8. Dirigir descalço não é permitido em muitos países. Evite fazê-lo, pois pode gerar uma situação perigosa.

9. Os tênis de tecido são a melhor opção e a mais adequada às necessidades dos motoristas, principalmente os modelos que não tem a sola muito grossa.

10. Dê uma olhada nos tapetes do veículo para evitar que alguma coisa neles (rachaduras, pedaços soltos) interfira ou impeça o movimento do pé. 

IMPORTANTE:

• Seus gostos e a sua experiência vão lhe permitir escolher o calçado ideal para dirigir.
• Os aspectos importantes que você tem que levar em consideração na hora de escolher o calçado certo são: conforto, firmeza, fixação e flexibilidade.
• Dirigir com o tipo de calçado correto vai deixar a sua viagem seja mais prazerosa e segura.

Cuidados no trânsito em feriados prolongados

Em feriados prolongados muitas pessoas têm o costume de viajar, principalmente aquelas que moram nos grandes centros urbanos e que não aguentam mais toda a agitação da cidade grande

Geralmente, tais pessoas optam por viajar para o interior buscando mais tranqüilidade e ar puro, as quais na maioria das vezes vão para a casa de parentes e conhecidos.

No entanto, devemos lembrar que embora pareça ser uma viagem tranquila, nosso cuidado com o transito deve ser redobrado, pois nos feriados prolongados as pessoas acabam ficando mais estressadas e até mesmo desatentas com o transito, podendo provocar algum acidente.

Por isso, mantenha a calma enquanto dirige e evite fatores que possam desviar sua atenção, como ficar olhando para outdoors, som alto dentro do carro e outros.

É indicado que antes de pegar a estrada você faça uma revisão no seu carro a fim de verificar se está tudo em ordem no mesmo. Verifique os pneus, a água do radiador, óleo, bateria e freios. Assim você poderá fazer uma viagem mais tranquila, garantindo também mais segurança para sua família.

Lembrando que o motorista deve sempre dirigir de maneira defensiva, devendo estar sempre atento a fim de amenizar possíveis acidentes ou até mesmo evitá-los.

Muitas pessoas acabam causando acidentes porque não prestam atenção nas placas de sinalização e nas faixas, realizando ultrapassagens perigosas ou em locais inapropriados e não tomando o devido cuidado com as curvas e com os perigos nas pistas. Por isso, esteja sempre atento quanto às placas e às sinalizações a fim de poder fazer uma viagem tranquila e sem imprevistos.

5 regras básicas para ser um motorista sério e competente

Conheça regras importantes para ser um bom motorista.

1ª regra: Tenha consciência de suas responsabilidades ao volante, conhecendo as leis de trânsito, respeitando seus limites e os limites dos veículos. 

2ª regra: Nunca ao volante: bebidas alcoólicas, drogas e medicamentos... são incompatíveis com a direção de veículos. O condutor não deve utilizá-los antes de dirigir, pois alteram seus reflexos e debilitam a concentração. Em caso de acidente provocado por condutores que ingeriram álcool, drogas ou medicamentos, estes serão responsabilizados criminalmente. 

3ª regra: alimentar-se bem... item fundamental para que o condutor tenha uma viagem tranquila. Prefira comidas leves e de fácil digestão para não ser pego de surpresa no meio do caminho. 

4º regra: Vista-se confortavelmente... Roupas confortáveis são garantia de uma boa viagem. Não é aconselhável dirigir sem camisa ou descalço e é terminantemente proibido dirigir de chinelo.

5ª regra Preocupe-se com a sua condição física e emocional... estar bem é fundamental para a realização de uma boa viagem. Se o condutor estiver com dores no corpo ou abalado emocionalmente (discussão, brigas, etc) não deve dirigir . Peça que alguém o faça no seu lugar.

6 dicas para viajar com segurança

Segundo a Organização Mundial de Saúde, de cada 100 mil brasileiros, 18 morrem todo ano em acidentes de trânsito. No final de ano, quando muitos motoristas caem na estrada, é preciso ainda mais atenção para que esse número não aumente.

Separamos abaixo algumas dicas para quem está pensando em viajar. Confira com atenção.

1. Cuidados básicos

  • Faça todas as revisões do veículo nos prazos previstos. Marcar na agenda ou em um calendário ajudam a não perder datas importantes.
  • Não se esqueça de conferir a posição dos retrovisores a cada viagem. Maiores ângulos de visão reduzem os pontos cegos.
  • O cinto de segurança é um item indispensável e reduz drasticamente o número de vítimas fatais em acidentes. O cinto pode evitar, por exemplo, que o motorista seja jogado contra o para-brisa em caso de impacto.
  • Nunca fale ao celular quando estiver dirigindo. Essa ação reduz a atenção e a capacidade de tomar decisões rápidas.


2. Arrumando o carro

  • Nunca carregue o compartimento de bagagens com peso acima da capacidade do veículo. Procure distribuir os itens, conforme seu peso e tamanho, garantindo equilíbrio ao automóvel.
  • Evite que os objetos transportados fiquem soltos (em uma freada eles podem atingir os ocupantes ou provocar danos ao carro) e ultrapassem o limite do compartimento de bagagem, impedindo a visibilidade do motorista. Tenha essa preocupação mesmo que seu carro seja uma perua ou picape. Isso evita que o carro fique instável e ainda ajuda a manter a média normal do consumo de combustível.

3. Dirigindo na chuva

  • Estradas molhadas (e mesmo ruas) exigem sempre maior atenção do motorista, já que ficam escorregadias. Com chuva mais intensa, o carro da frente vai levantar uma cortina de água, atrapalhando ainda mais a visão. Reduza a velocidade, não dê guinadas bruscas no volante, acenda os faróis, aumente a distância em relação ao veículo que trafega à sua frente e não freie de forma abrupta. É mais seguro pressionar o pedal do freio progressiva e suavemente.
  • Se possível, desvie de áreas com maior acúmulo de água para evitar o efeito da aquaplanagem. Ao frear a 80 km/h e com pista seca, um veículo geralmente percorre 30 metros até parar. Com pista molhada, essa distância passa a ser de 45 metros ou mais.

4. Cuidado nas curvas
  • Ao se aproximar de uma curva, deve-se frear antes, desacelerando o carro. Tente aumentar seu raio de curva, ficando o mais possível do lado oposto (se a curva for à direita, posicione o carro bem à esquerda, sem invadir a outra faixa; aproxime-se do acostamento se a curva for para o outro lado), até que comece a entrar nela. Só então retome a aceleração de forma gradativa, deslocando o carro para o centro da pista. Isso ajuda a dar mais aderência ao veículo.
  • Não faça a curva dando golpes bruscos no volante. Vire a direção com suavidade até o ângulo certo e nunca freie no meio da curva. O carro pode derrapar ou até capotar se as rodas travarem. Se entrar rápido demais, tire o pé do acelerador e reduza a marcha, mesmo que o motor suba de rotação. Apenas nessa situação, com maior controle do carro, você poderá usar moderadamente o freio.
5. Pegando a estrada à noite

  • Guiar à noite requer maior concentração e menor velocidade. As luzes dos veículos na direção contrária podem atrapalhar a visão. Leve em conta que trafegar à noite dá mais sono ainda em quem já está cansado. Evite manter os olhos em um ponto fixo. Use as faixas ou os olhos de gato de marcação das pistas como referência. Se não houver nenhum tipo de sinalização ou não conhecer a estrada, mantenha uma distância maior e utilize as luzes traseiras do carro que estiver à sua frente para se guiar. Assim você poderá saber com antecedência o sentido das curvas, por exemplo.
  • Nunca use farol alto quando houver veículos na sua frente ou vindo na direção contrária. O farol de milha, de longo alcance, é bastante útil. Ele produz um facho estreito de luz branca, como a projetada por um spot de teatro, que pode alcançar até 500 metros de distância.
6. Enfrentando neblina
  • Durante o dia ou à noite, o perigo da neblina é o mesmo, dificultando a visibilidade do motorista. Trafegue em baixa velocidade e mantenha distância ainda maior em relação ao carro da frente. Evite fazer ultrapassagens, acenda os faróis baixos e, se tiver, os especiais para neblina. Nunca utilize farol alto. A luz reflete nas gotículas responsáveis pelo nevoeiro, voltando para os olhos do motorista. Ou seja, a luminosidade do farol alto bate de frente com a névoa branca da neblina, impedindo que se tenha a visão do que está à frente.
  • Para esse caso, há o farol de neblina, que pode ter cor branca (melhor) ou amarela e tem um facho mais curto e mais largo, atingindo as laterais da estrada, e alcance entre 10 e 15 metros. Ilumina até 30 cm acima do solo, porque é a partir dessa altura que a neblina normalmente se forma. Use as marcações da pista ou as luzes traseiras do carro à frente como referência do caminho a seguir.
Fonte: Quatro Rodas

domingo, 28 de dezembro de 2014

Novo extintor automotivo ABC

Novo extintor automotivo ABC e as vantagens em relação ao extintor com pó BC

EXTINTORES VEICULARES ABC

01) Qual a principal vantagem da utilização dos extintores veiculares ABC diante dos utilizados anteriormente?

Permitir a extinção de princípios de incêndio na classe A.
O antigo pó para extinção de incêndio BC, à base de bicarbonato de sódio, não possui esta propriedade. Portanto se o incêndio se propagar pelo painel, bancos e revestimentos internos, mangueiras de borracha e forro do capô do motor, o extintor de incêndio BC não irá extinguir o princípio de incêndio.

02) Sabe-se que o principal componente do equipamento é o fosfato monoamônico, produto muito utilizado na produção de fertilizante agrícola. Tal componente pode ser prejudicial à saúde ou ao meio ambiente? 

O mono fosfato de amônio,é  regulamentado pelo Ministério da Agricultura para uso em fertilizante agrícola,(na produção de hortaliças, por exemplo) portanto está claro, que o produto não  prejudica o meio ambiente e nem a saúde. Por outro lado o bicarbonato de sódio, utilizado na fabricação de pó para extinção de incêndio BC, pode conferir a corpos d’água, por exemplo, o aumento da dureza e pH  trazendo danos à vida microbiológica e peixes. É importante ressaltar que o mono fosfato de amônio possui 9% de nitrogênio amoniacal, portanto a concentração de amônia e tão baixa que não causa intoxicação ao ser humano.

03) Qual o procedimento correto para descartar os resíduos dos extintores ABC?

Ainda que não regulamentado o descarte de extintores de incêndio, deve ser realizado de forma a minimizar os impactos ao meio ambiente.
O extintor de incêndio é composto por diversos materiais: chapa de aço, liga de latão e zamack, plásticos, borrachas e carga de pó. Basta desmontar o extintor, separando e descaracterizando seus componentes e enviar para empresas idôneas de reciclagem. Tanto o pó ABC quanto o BC, são classificados como resíduo IIA, ou seja, não perigoso e não inerte, portanto podem ser enviados à aterros da classe II. O Pó  ABC pode ser reciclado, na fabricação de fertilizantes, já que basicamente é composto por mono fosfato de amônio e sulfato de amônio, que são produtos utilizados na agricultura. Alguns fabricantes associados à Abiex, por exemplo, destinam seus resíduos de pó ABC para a reciclagem na produção de fertilizantes agrícola. 

04) O CONTRAN, que instituiu a obrigatoriedade da substituição dos extintores veiculares, determinou que os equipamentos ABC devem ser descartáveis e não mais recarregáveis como os anteriores. Como avalia que deva ser o procedimento adequado no momento de efetuar a troca? 

O CONTRAN determinou que os veículos devem utilizar extintores novos .
Foi considerado também que os extintores de 2 kg ou mais podem sofrer manutenção .
A vantagem para o consumidor é que os extintores de capacidade extintora 1 A – 5 BC  tem agora 5 anos de garantia e validade enquanto os antigos tinham apenas 1 ano. Isto significava um descarte de 5 kg de pó BC em 5 anos contra os atuais 0,9 kg de Pó ABC a cada 5 anos.
A resolução 157 do Denatran introduziu significativas melhorias para o consumidor,pois aumentou o prazo de garantia e validade do extintor,introduziu o moderno conceito de capacidade extintora, deixou claro aos consumidores e aos agentes de transito o que verificar nos extintores,além do uso do pó ABC .
Não existe um procedimento definido para o momento da troca. O extintor ao ser removido do veículo  pode ser utilizado pelo usuário como treinamento.

05) O ponto-de-venda recebe (ou deveria receber) o equipamento? Para onde são encaminhados os extintores inutilizados?

O ponto de venda deveria receber os extintores vencidos e destiná-lo para empresa de reciclagem ambientalmente correta.

06) Qual o destino dado aos extintores com prazo de validade vencido (mesmo os mais antigos)?

Devem ter seus componentes separados, descaracterizados e enviados a empresas de reciclagem ambientalmente correta.

07) O pó ABC, no momento do descarte, pode contaminar o meio ambiente ou as pessoas que o manipulam?

Como foi dito anteriormente, o pó ABC é produzido com substâncias utilizadas na fabricação de fertilizantes. O pó ABC é classificado como resíduo não perigoso e não inerte, ou seja, mesmo que seja descartado em aterros, por exemplo, não causa danos ao meio ambiente. O pó ABC não é um material tóxico, portanto não é prejudicial às pessoas que o manipulam.

08) O extintor com pó ABC é reciclável? Como se dá esse processo?

Sim. Todos os materiais que compõem o extintor de incêndio são recicláveis. Basta desmontar o extintor, separando e descaracterizando seus componentes e enviar para empresas idôneas de reciclagem.

09) Caso a reciclagem seja possível, temos empresas especializadas para este fim? Elas são capazes de atender a demanda que está por vir?

Existem empresas especializadas em reciclagem de plásticos, ligas de aço, latão e zinco, e diversos aterros sanitários onde o resíduo de pó ABC possa ser enviado ou ser reutilizado na fabricação de fertilizantes, a exemplo de alguns  fabricantes associados a Abiex.

10) Comentários complementares acerca do tema.

É muito importante  salientar que os extintores veiculares ABC com capacidade extintora 1-A:5BC possuem 5 anos de garantia e validade da carga enquanto que os antigos  modelos BC com capacidade extintora 5-BC a garantia e validade da carga é de apenas 1 ano. Isto significa que em 5 anos os antigos extintores promovem um descarte de 5 kg de pó BC enquanto que o novo modelo pode destinar 0,9 kg de Pó ABCa cada 5 anos  para reutilização em fertilizantes.

Como foi informado, todos os materiais que compõem o extintor de incêndio são recicláveis. Portanto, para a correta destinação é necessário que o equipamento seja desmontado e seus materiais descaracterizados e enviados para a reciclagem.


O extintor de incêndio com pó ABC é utilizado no mundo todo por ser mais eficiente do que o pó BC no combate à princípio de incêndio.

Fonte: Resil

Informações e Treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho NR 36

Todos os trabalhadores devem receber informações sobre os riscos relacionados ao trabalho, suas
causas potenciais, efeitos sobre a saúde e medidas de prevenção.

Os superiores hierárquicos, cuja atividade influencie diretamente na linha de produção operacional
devem ser informados sobre:

a) os eventuais riscos existentes;
b) as possíveis consequências dos riscos para os trabalhadores;
c) a importância da gestão dos problemas;
d) os meios de comunicação adotados pela empresa na relação empregado-empregador.

Os trabalhadores devem estar treinados e suficientemente informados sobre:

a) os métodos e procedimentos de trabalho;
b) o uso correto e os riscos associados à utilização de equipamentos e ferramentas;
c) as variações posturais e operações manuais que ajudem a prevenir a sobrecarga osteomuscular e reduzir a fadiga, especificadas na AET;
d) os riscos existentes e as medidas de controle;
e) o uso de EPI e suas limitações;
f) as ações de emergência.

Os trabalhadores que efetuam limpeza e desinfecção de materiais, equipamentos e locais de
trabalho devem, além do exposto acima, receber informações sobre os eventuais fatores de risco das
atividades, quando aplicável, sobre:

a) agentes ambientais físicos, químicos, biológicos;
b) riscos de queda;
c) riscos biomecânicos;
d) riscos gerados por máquinas e seus componentes;
e) uso de equipamentos e ferramentas.

As informações e treinamentos devem incluir, além do abordado anteriormente, no mínimo, os
seguintes itens:

a) noções sobre os fatores de risco para a segurança e saúde nas atividades;
b) medidas de prevenção indicadas para minimizar os riscos relacionados ao trabalho;
c) informações sobre riscos, sinais e sintomas de danos à saúde que possam estar relacionados às atividades do setor;
d) instruções para buscar atendimento clínico no serviço médico da empresa ou terceirizado, sempre que houver percepção de sinais ou sintomas que possam indicar agravos a saúde;
e) informações de segurança no uso de produtos químicos, quando necessário, incluindo, no mínimo, dados sobre os produtos, grau de nocividade, forma de contato, procedimentos para armazenamento e forma adequada de uso;
f) informações sobre a utilização correta dos mecanismos de ajuste do mobiliário e dos equipamentos dos postos de trabalho, incluindo orientação para alternância de posturas.

Em todas as etapas dos processos de trabalhos com animais que antecedem o serviço de inspeção
sanitária, devem ser disponibilizadas aos trabalhadores informações sobre:

a) formas corretas e locais adequados de aproximação, contato e imobilização;
b) maneiras de higienização pessoal e do ambiente;
c) precauções relativas a doenças transmissíveis.

Deve ser realizado treinamento na admissão com, no mínimo, quatro horas de duração.

Deve ser realizado treinamento periódico anual com carga horária de, no mínimo, duas horas.

Os trabalhadores devem receber instruções adicionais ao treinamento obrigatório referido no item
anterior quando forem introduzidos novos métodos, equipamentos, mudanças no processo ou procedimentos que possam implicar em novos fatores de riscos ou alterações significativas.

A elaboração do conteúdo, a execução e a avaliação dos resultados dos treinamentos em SST devem
contar com a participação de:

a) representante da empresa com conhecimento técnico sobre o processo produtivo;
b) integrantes do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, quando houver;
c) membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;
d) médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
e) responsáveis pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

O empregador deve disponibilizar material contendo, no mínimo, o conteúdo dos principais tópicos
abordados nos treinamentos aos trabalhadores e, quando solicitado, disponibilizar ao representante sindical.

A representação sindical pode encaminhar sugestões para melhorias dos treinamentos ministrados
pelas empresas e tais sugestões devem ser analisadas.

As informações de SST devem ser disponibilizadas aos trabalhadores terceirizados.

Equipamentos de Proteção Individual - EPI e Vestimentas de Trabalho

Os Equipamentos de proteção individual - EPI devem ser selecionados de forma a oferecer eficácia
necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto, atendendo o previsto nas NR-06
(Equipamentos de proteção Individual - EPI) e NR-09 (Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais - PPRA).

Os EPI usados concomitantemente, tais como capacete com óculos e/ou proteção auditiva, devem
ser compatíveis entre si, confortáveis e não acarretar riscos adicionais.

Nas atividades com exposição ao frio devem ser fornecidas meias limpas e higienizadas
diariamente.

As luvas devem ser:

a) compatíveis com a natureza das tarefas, com as condições ambientais e o tamanho das mãos dos
trabalhadores;

b) substituídas, quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia.

Nas atividades onde as mãos dos trabalhadores ficam totalmente molhadas e não seja possível a
utilização de luvas em razão da geração de riscos adicionais, deve ser efetuado rodízio com outras tarefas.

O empregador deve fornecer vestimentas de trabalho de maneira que:

a) os trabalhadores possam dispor de mais de uma peça de vestimenta, para utilizar de maneira sobreposta, a seu critério, e em função da atividade e da temperatura do local, atendendo às características higiênicosanitárias legais e ao conforto térmico;
b) as extremidades sejam compatíveis com a atividade e o local de trabalho;
c) sejam substituídas quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia

 As vestimentas devem ser trocadas diariamente, sendo sua higienização responsabilidade do
empregador.

Conforto térmico - NR 36

Devem ser adotadas medidas preventivas individuais e coletivas - técnicas, organizacionais e
administrativas, em razão da exposição em ambientes artificialmente refrigerados e ao calor excessivo, para propiciar conforto térmico aos trabalhadores.

As medidas de prevenção devem envolver, no mínimo:

a) controle da temperatura, da velocidade do ar e da umidade;
b) manutenção constante dos equipamentos;
c) acesso fácil e irrestrito a água fresca;
d) uso de EPI e vestimenta de trabalho compatível com a temperatura do local e da atividade desenvolvida;
e) outras medidas de proteção visando o conforto térmico.

Quando as condições do ambiente forem desconfortáveis, em virtude da exposição ao calor, devem ser adotadas as seguintes medidas:

a) alternância de tarefas, buscando a redução da exposição ao calor;
b) medidas técnicas para minimizar os esforços físicos.

Deve ser disponibilizado sistema para aquecimento das mãos próximo dos sanitários ou dos locais
de fruição de pausas, quando as atividades manuais forem realizadas em ambientes frios ou exijam contato constante com superfícies e produtos frios.

Devem ser adotadas medidas de controle da ventilação ambiental para minimizar a ocorrência de
correntes de ar aplicadas diretamente sobre os trabalhadores.